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A beleza que vem da roça

 Vanessa Vilela usa o grão como matéria-prima de produtos e já teve 200 propostas de franquia


Da roça direto para o seu banheiro. E também para os salões de beleza, gôndolas de farmácias e perfumarias. Empresas que atuam no mercado de cosmético e higiene pessoal e que optaram por utilizar matérias-primas nada convencionais em suas produções esbanjam criatividade. Produtos à base de hortaliças, como repolho, quiabo e ora-pró-nobis e até mesmo café, mandioca e cebola integram o variado cardápio de opções. Os fabricantes garantem que os nutrientes desses alimentos, comprovadamente benéficos à saúde, podem também vitaminar a aparência de qualquer mortal.

Nos últimos 17 anos, a indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos registrou crescimento médio de 10% ao ano, superando faturamento líquido de imposto sobre vendas, de R$ 4,9 bilhões em 1996 para R$ 34 bilhões em 2012. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética (Abihpec), vários fatores têm contribuído para o franco crescimento do setor, como o acesso das classes D e E aos produtos, devido ao aumento de renda. Já os novos integrantes da classe C passaram a consumir produtos com maior valor agregado.

Além disso, pesa nessa balança a participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho, a utilização de tecnologia de ponta e o consequente aumento da produtividade, favorecendo os preços praticados pelo setor, que têm aumentos menores do que os índices de preços da economia em geral, assim como os lançamentos constantes de novos produtos.

Roberto Souza tem indústria há 15 anos e hoje vende em 15 Estados

“Independente do porte dos fabricantes, o que vale é a criatividade”, constata o pequeno empresário Roberto Max de Souza, que há 15 anos mantém uma pequena indústria na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Seus produtos derivados de argila, tubérculos, ervas e legumes são hoje vendidos em quase todo o país.

A linha é composta por 80 itens, na maioria curiosos, como xampu de quiabo, condicionador de ora-pro-nóbis com mandioca e umectante de broto de bambu e casulo. Souza busca agora a fórmula perfeita para diversificar sua produção, experimentando essências de cebola, macaúba, mandioca, jabuticaba e repolho.

Hoje ele vende em mais 14 Estados e sua produção chega a 20 toneladas ao mês. “O mercado é competitivo, mas muito exigente. A ordem é diversificar”, diz Souza, que registrou faturamento recorde no ano passado, da ordem de R$ 2 milhões. Sua expectativa é encerrar 2013 com faturamento de R$ 2,5 milhões, além de ver seus produtos em todos os Estados brasileiros em 2014.

Em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, o pequeno empresário Wantuir Gontijo iniciou sua produção de cosméticos usando própolis e mel de abelha como principais ingredientes. Ele conta que, para acompanhar a tendência do mercado, introduziu em suas fórmulas extratos de arroz, romã, barbatimão, café e ora-pro-nóbis.

Assim como Souza, Gontijo concentrava suas vendas de porta em porta, mas busca agora seu lugar ao sol no mercado. “Minha meta é o comércio local e também o de outros Estados”, revela.






Fonte: Informações O Tempo

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